Imagine Cup – A Viagem

Muitas malas, bugigangas, histórias e micos marcaram essa viagem rumo ao ponto mais longinquo que nós poderiamos ter ido. Foram mais de 36 horas de viagem para que chegassemos a sede do Imagine Cup 2007 – Seul – Coréia.
Na semana do evento, que ocorreu entre o dia 4 e 11 de agosto, nos dividimos entre a disputa e as compras. heaheahehe Trabalhamos e nos empanhamos bastante no projeto e conseguimos trazer para o Brasil um podium inédito na categoria de short-film – 3° lugar mundial.
Mais uma vez, gostaria de agradecer a todo o apoio dado pelo pessoal da Microsoft, bem como do Ltia. Alem é claro do meu pai que me levou ao aeroporto e me sedeu um dinheirinho pra aproveitar a Coréia hehaheahaeha. E infelizmente tambem terá que seder mais um pouquinho para que eu possa pagar a fatura do cartão. (eu nem vou rir, porque ele pode ler isso).
Para contar tudo que rolou nessa super viagem, escrevi um pouco (talvez nem tão pouco assim) aqui mesmo no site:



Nosso võo de conexão saiu no horario previsto, e com mais 12h, chegamos ao destino final: Seul – Coréia! Dessa vez as aeromoças eram mais simpáticas aehaehaeh
Assim que chegamos em Seul, uma galera de voluntários do Imagine Cup já nos esperava. Isso foi só o começo da mostra de organização que os sul-coreanos tem. Exemplo: havia uma previsão de chuva pra quarta; como num passe de mágica, assim que entramos nos ônibus, cada um dos 400 competidores recebeu um guarda-chuva (alem de guias, mapas, e um indispensável leque). Outra coisa muito importante: educação. Houve momentos na cidade em que eu fiquei pasmo ao ver como o povo se importa com o fato de você estar perdido (isso aconteceu varias vezes na cidade), ou mesmo quando alguém te cobra algo errado, ou se engana no troco. Eles se desculpam ate não haver mais palavras.



Logo no primeiro dia de hotel resolvi dar um volta pela cidade e ver o que a região tinha a oferecer. (O hotel ficava em uma região montanhosa, mas era relativamente perto de um centro comercial e das estações de metro.) Primeiramente pude ver muitas ciclovias (bem sinalizadas e cuidadas), e isso também resume a quantidade de bicicletas que tem por lá. Mesmo assim, o transito é pesado, e em certos momentos me lembrou muito São Paulo (isso se os carros não fossem tão estranhos). Passei por algumas lojas de conveniência e deu pra sentir que o forte da galera (alem da pimenta), é o café. Para cada lugar que se ia, tinha pelo menos duas prateleiras destinadas apenas para os produtos com cafeína.



Domingo foi dia de curtir a vibe dos eletrônicos! Diferente do Brasil, lá as lojas também abrem aos domingos, o que pra nós foi de grande felicidade. Passamos o dia no Tecno Mart, uma espécie de galeria pajé bem organizada, onde cada um dos oito andares é destinado a um setor (notebooks, câmeras, celulares, e assim por diante). Lá você podia encontrar desde lentes objetivas até pendrivers do tamanho de moedas. O cartão de credito já rolou solto nesse dia, e em menos de 5 horas já tinha estourado o limite haeheaaheh. (to rindo pra não chorar…. vai ter que rolar uma ajuda paterna pra pagar a fatura aheheaheahea)



Na segunda feira, começou a disputa de fato. Para a prova final, a galera de short-film deveria realizar um filme em 36h, com o mesmo tema da competição geral: “imagine um mundo onde a tecnologia possa ajudar na educação de todos”, só que dessa vez não se podia mostrar nenhum equipamento eletrônico. Com um pouco de discussão, preferimos trabalhar o conceito de educação, e explorar a conectividade entre aprender e ensinar. Com a ajuda de nosso grande amigo (e guia turistico) Ian, saimos pelas ruas tomando os takes necessarios pra produção. Se num fasse nosso amigo coreano seria impossivel concluir o projeto – o cara é foda. Só pra se ter uma idéia, queriamos fazer uma filmagem do topo do predio mais alto da cidade, mas não era permitido. Então Ian, munido de uma lábia muito boa nos embrenhou pelos corredores mais obscuros do prédio até chegarmos ao escritório central, onde havia um coreano meio bravo. Lá eles discutiram muito, e uma moça só foi tomando nota. Parecia cena de filme; como se alguém fosse a qualquer momento tirar uma espada e começar um duelo mortal.
No fim, conseguimos a autorização; o poder do jovem Ian mais uma vez prevaleceu sobre os inimigos aheaeheaheah. Como forma de agradecimento demos comida ao coitado (ele não tinha almoçado ainda, aliás ninguém tinha aehaehhaeh) Por isso mesmo logo depois desse ato nobre bateu a fome no resto do grupo, aí sim fomos todos comer.



